Premiação alcança a terceira edição e celebra e promove projetos de Educação Digital, currículo que será obrigatório nas escolas em 2026
Após uma semifinal, com direito a voto popular, o júri pesou todos os critérios e definiu os três finalistas do Prêmio Cidadania Digital em Ação, promovido pela Safernet Brasil em parceria com o governo do Reino Unido e que chega em 2026 a sua terceira edição.
A premiação celebra e promove projetos criativos, inovadores e inspiradores de Educação Digital, desenvolvidos por professores e alunos de escolas públicas brasileiras. O prêmio ganha relevância adicional em 2026 pois o tema terá que integrar obrigatoriamente o currículo das escolas a partir deste ano.
A SaferNet recebeu 54 inscrições de projetos de todo o Brasil vindos da rede de escolas que participaram em 2025 da Disciplina de Cidadania Digital, iniciativa a qual o prêmio está atrelado.
Desses, nove foram selecionados para a semifinal. Os semifinalistas foram divididos em três postagens no perfil da SaferNet no Instagram e os três mais votados ganharam pontos extras na avaliação final do júri Prêmio Cidadania Digital em Ação, que levou em consideração a qualidade, criatividade e diversidade regional dos projetos, entre outros critérios.
Finalistas são de cidades do interior da Bahia e de Minas Gerais
Os três finalistas são:
– Ana Paula Lopes da Silva (Escola Professora Maria do Carmo de Araújo Maia, de Campo Formoso, Bahia):
Os alunos de Ana Paula, do 9º ano do Ensino Fundamental produziram curtas-metragens sobre os temas que aprenderam em sala de aula com o auxílio do material produzido pela SaferNet. Dos trabalhos, três filmes se destacam. Um sobre Fake News chamado “Mentira que Viraliza”, que foi visto por outros alunos da escola e foi exibido também em outras escolas; um sobre a história da internet com texto e atuações engraçadas e que brincam com o choque de gerações; e os “Dez Mandamentos da Cidadania Digital”, no qual dois estudantes surdos falam sobre cuidados que devemos ter na internet usando a Língua Brasileira de Sinais;
– Tatiana Santos Oliveira (Colégio Estadual Filinto Justiniano Bastos, de Seabra, Bahia):
A escola localizada em Seabra, na Chapada Diamantina, chegou pela segunda vez à final do prêmio do qual foi a grande vencedora na edição passada. Neste ano, o projeto apresentado pela professora foi a produção de jogos didáticos criados por alunos da Educação de Jovens e Adultos do povoado do Angico, na zona rural da cidade, da turma que cursa o equivalente ao terceiro ano do Ensino Médio. Os estudantes criaram, entre outras iniciativas, um baralho para promover o uso consciente da internet com perguntas, ações e desafios; e o jogo Semáforo Digital, voltado para adultos e idosos, no qual o verde são as boas práticas, o amarelo, risco, e o vermelho, perigo. As criações foram entregues à Universidade Aberta da Terceira Idade no campus local da Universidade Estadual da Bahia (Uneb). Segundo a professora Tatiana, a mescla geracional contribuiu para o sucesso do projeto;
– Tiago Nunes Severino (Instituto Federal do Norte de Minas Gerais, Campus Januária, Minas Gerais):
Os alunos de artes fizeram como trabalho de conclusão do conteúdo de Cidadania Digital fotonovelas com enfoque no bem-estar nas redes sociais. “Falamos sobre as relações familiares. Sobre como muitas vezes deixamos de vivê-las por ficarmos ligados aos sistemas digitais”, conta a aluna Maria Clara Kelchik. Três fotonovelas com atuação, fotografia e diagramação feita pelos alunos falam de fake news: “O Preço da Fama Digital”; o prejuízo das relações familiares causado pelo uso excessivo de meios digitais: “Não Deixe Morrer” e excesso de tempo de tela: “Desligando a Tela”.
Os educadores Ana Paula, Tatiana e Tiago concorreram com professores de todo o país. Na semifinal, além deles estavam na disputa projetos de professores e alunos da Paraíba, Paraná, Rio Grande do Norte e São Paulo.
A classificação dos finalistas será conhecida no dia 10 de fevereiro, em São Paulo, no evento principal do Dia da Internet Segura no Brasil. Na cerimônia serão entregues os prêmios: notebooks, leitores digitais de livros, pulseiras digitais, troféus e medalhas. Cada educador irá acompanhado de um representante dos estudantes da escola finalista. Os premiados viajarão à convite da SaferNet.
Plataforma detalha os projetos
“A premiação busca também inspirar outros professores e escolas que terão a partir do ano que vem que tirar a educação digital e a BNCC Computação do papel, mas que têm dúvidas sobre caminhos a seguir”, afirma Guilherme Alves, gerente de projetos da SaferNet e coordenador da iniciativa.
Desde a votação no Instagram da SaferNet, a ONG colocou no ar um painel virtual com os conteúdos completos dos projetos que chegaram às semifinais.
“Com o painel virtual, pretendemos disponibilizar publicamente uma vitrine dos projetos bem sucedidos que podem continuar a inspirar educadores para além do prêmio em si”, explica Alves.
No painel, além dos projetos dos finalistas, é possível encontrar os projetos dos semifinalistas:
• Escola Municipal José Eurípedes Gonçalves (Professora Adrieli dos Reis) – PR
• Escola Municipal Joana Alves Lima – Equipe Ladybug (Professor Hery de Oliveira) – RN
• Escola Estadual João Martins (Professora Leila Pereira) – SP
• ECIT Pastor João Pereira Gomes Filho (Professor Manoel Messias) – PB
• Escola Municipal Joana Alves Lima – Equipe Rede de Arrasto (Professor Everson da Cruz) – RN
• ETEC Centro Paula Souza – Zona Leste (Professora Monyse Panacci) – SP
Além do painel, o site da Disciplina de Cidadania Digital possui a página Histórias de Transformação que traz boas práticas educacionais criadas por educadores que participaram do projeto desde 2023. Todos os nove projetos semifinalistas farão parte do site.
Os professores que participam da Disciplina de Cidadania Digital pelo Brasil são de diversas áreas de conhecimento, de educação física a artes, e têm mostrado caminhos de fazer esses temas serem presentes no cotidiano dos estudantes. Mais de 110 mil crianças, adolescentes, jovens e adultos de todo o país já tiveram acesso, desde 2023, aos conteúdos pedagógicos produzidos pela SaferNet para apoiar as escolas na implementação dos currículos de uso seguro e cidadão das tecnologias.
Saiba mais sobre o prêmio e o projeto aqui.
Sobre a SaferNet Brasil
A Safernet completou 20 anos de existência em dezembro de 2025. Durante sua trajetória, a ONG brasileira tornou-se referência na promoção dos direitos humanos na internet. Com uma abordagem multissetorial, atua no enfrentamento aos crimes cibernéticos contra os Direitos Humanos, no acolhimento de vítimas de violência online e em programas de educação, prevenção e conscientização.
A Safernet mantém o Canal Nacional de Denúncias www.denuncie.org.br, conveniado ao Ministério Público Federal e o Canal de ajuda.org.br, o Helpline, para o acolhimento e orientação às vítimas de violência e outros problemas online. A Safernet promove o uso seguro da internet com projetos educacionais como a Disciplina de Cidadania Digital .
Em 2024, a SaferNet destacou-se como um dos cinco hotlines que mais contribuíram globalmente para a detecção de páginas com material de abuso sexual infantil, a partir de denúncias e de busca pró-ativa com ferramentas de detecção, segundo o último relatório global do InHope, associação internacional que reune 57 canais de denúncia em 52 países.
Texto publicado em 8/1/2026
Mais informações à imprensa:
Marcelo Oliveira
Assessor de Imprensa
SaferNet Brasil
imprensa@safernet.org.br




















